domingo, 11 de agosto de 2019

Apesar de derrota, Aston Villa retorna bem a PL

 Grande jogo na primeira rodada entre Tottenham, em seu novo estádio, e Aston Villa retornando a Premier League. Mas como é tradicional, títulos e inclusive um de campeão europeu em 1982, isto pesa e fez um jogo de igual para igual com o atual vice campeão da Champions League. Saiu na frente logo no início e segurou o 1-0 por com grande atuação dos seus zagueiros Tyrone Mings e Engles, rebatendo muito conscientemente as investidas do poderoso ataque do time londrino. Até que saiu o gol de empate do estreante Ndombele com passe de Lucas. E em mais um das amostras do quão este esporte pode ser ingrato com boas atuações, Mings rebateu uma bola que depois bateu no susto em Engels e sobrou pra nada menos que Harry Kane que não perdoou. No fim, a pressão continuou e Kane fez o seu segundo. 3-1, porém não apaga a impressão que o Villa deixa para fazer uma boa campanha na volta a PL. Com Douglas Luiz, que estreou entrando no segundo tempo, de titular, o time tende a ser competitivo e perigoso.

Futebol proporciona coisas assim


Como é o futebol. No que traduz a grande escola, principalmente em sua liga doméstica, inglesa no futebol contemporâneo, Chelsea e Arsenal chegam na final da Europa League com um tempero sensacional. Peter Cech chega ao fim de sua carreira num jogo desta relevância, contra o clube que é um grande ídolo e com o qual já está acertado como dirigente para a próxima temporada ( ) foi vazado quatro vezes em derrota por 4-1 e ao final foi flagrado ao derramar uma lágrima.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Problema vai além da comissão técnica


A pergunta sobre se o filho de Tite ser auxiliar na seleção não representa contradição com questões éticas que o treinador diz ter é boa, porém não se pode atribuir o mal momento do time a esse fato. O clamor público pedia Tite no cargo e ele continua sendo o melhor brasileiro para a função. 
O futebol apresentado pela seleção não vem bem de antes, é claro, de Tite. No panorama a partir de 2002, ano do último título de Copa do Mundo, o Brasil apostou na volta de Parreira para 2006 com um bom time, as convocações não eram contestadas, mas o futebol acabou sendo pragmático. Para citar um exemplo, Robinho não se confirmou como um jogador que ficaria por anos em alto nível. As eliminatórias no fim dos anos 2000 passaram a não ser mais aquele passeio nos times menores. Então, a péssima escolha de Dunga para ser convocador a ponto de ir até a Copa de 2010 com Felipe Melo de titular...
Depois de escolha ruim de Mano Menezes, a volta de Felipão numa espécie de querer reviver o último sucesso - a CBF deveria saber que futebol não funciona assim - apesar do cenário favorável por jogar em casa, o time, ops, o bando jogou mal e a ideia de 'família Felipão' foi pelo ralo com um 1-7 para uma Alemanha que tirou o pé e mostrou como o futebol mudou. Não adianta justificar com a ausência de Neymar, o time foi mal em todo o torneio.
Então a volta de Dunga (que ainda não tinha nenhum trabalho relevante em clube) prova pra quem ainda tinha dúvidas, a patota da Confederaçao. Até que em tempo de fazer algo até a Copa de 2018, Tite, com bons trabalhos recentes no Corinthians, incluindo título mundial, é apontado. 
A equipe começou a tomar forma, e os chamados para a Copa supriam expectativas, com poucas exceções. Mas a seleção teve pela frente toda a dinâmica que é o esporte atualmente, e com bons jogadores e um craque, que parecia imaturo para esse responsabilidade quatro anos antes, conseguiu chegar ainda mais imaturo, não desequilibrando. Ao contrário, foi motivo de devidas gozações.
Fator preponderante para o declínio é o distanciamento da CBF e consequentemente da seleção, da massa brasileira. Poucos jogadores estão no campeonato nacional e quando há jogos, os ingressos são caros. Não há identificação entre as partes, um pouco mais do torcedor pelo futebol ser o que é no país. 

Certo que Tite não está renovando - apesar de a geração que chega não ajuda - nem inovando com os que levou. Na Copa América 2019, tem uma boa chance de ser eliminado pelo Peru (pela segunda vez seguida). E não é o filho de Tite o fio da balança. Fosse outro treinador, dos que temos aqui, com filho na comissão ou não, poderia ser pior.



sábado, 1 de junho de 2019

Seis vezes campeão do maior campeonato entre clubes


O Liverpool é hexa da UEFA Champions League, se perpetuando como um dos gigantes da Europa. Numa final inédita para o londrino Tottenham, o que perpetua também a força do futebol inglês (pelo menos nos clubes) no que foi uma das  Champions mais emocionantes da história, os dois finalistas fizeram semi finais incríveis: Os Reds buscaram a classificação em Anfield depois de perder em Barcelona por 3-0 e os Spurs perderem em casa para o Ajax e buscou 3-2 em Amsterdan, com um hatrick de Lucas Moura que, estranhamente, não saiu jogando hoje.

Também por toda esta carga de emoção, muitos consideraram o jogo fraco ou até a pior final da Champions, mas vale lembrar que finais muitas vezes são assim, jogos mais táticos mesmo quando não se tem um pênalti com menos de um minuto do primeiro tempo. Pênalti este discutível e por isto, contestado. Sissoko abriu demais o braço dentro da área e por mais que a bola tenha batido em seu corpo primeiro, em seguida bate no braço desviando-a mais uma vez. É sempre válida a estratégia de deixar os braços junto ao corpo em sua própria área. A partir daí, não somente o Liverpool teve poucas oportunidades, como também o Tottenham sentiu o gol logo de saída e apesar de ter mais posse de bola, chegou a 65% no primeiro tempo, não chegava ao ataque, muitos foram os passes trocados dentro de sua área (pequena inclusive), com o goleiro Lloris participando. A torcida também sentiu o gol e participou efetivamente do jogo na segunda etapa quando estava atrás do gol adversário. Mesmo com menos tempo com a bola, o Liverpool tinha um certo controle do jogo, marcando com pressão a última linha dos Spurs.

No segundo tempo, ainda sem o brasileiro Lucas - ok que tem o pensamento de usar um jogador rápido no fim do jogo, mas foi um grande erro de Pochettino - o Tottenham conseguiu imprimir ritmo e passou a assustar. Klopp colocou Milner e logo em seguida, Pochettino finalmente colocou Lucas em uma substituição ousada, tirando o volante Winks, além de mais pro fim tirar Alli para colocar o centroavante Llorente. As mudanças surtiram efeito, o que obrigou Alisson  a fazer ótimas defeas, principalmente em chute muito perigoso de Eriksen que o brasileiro tirou para escanteio.

van Dijk confirmou a excelente temporada com muita solidez, tirou uma bola em que Son poderia sair de cara com Alisson, completando 64 jogos sem ser driblado. Isto jogando na Premier League e Champions.

Depois das tentativas e pressão do Tottenham, aos 42, Origi que havia entrado no início do segundo tempo no lugar de Firmino, depois de disputa no alto, pegou a sobra e fez 2-0 no canto.

Falar de Liverpool é: que atmosfera a torcida cria, que time especial foi formado pelo alemão Jurgen Klopp, e que terinador ele é!