domingo, 9 de agosto de 2015
Mais um calvário
Maracanã cheio, dia bonito, dias dos pais mas o que não foi tão bonito novamente foi o futebol do Vasco da Gama. 0x0 sofrível.
Mal escalado por um treinador que tem estilo de armar equipes defensivas e com pensamento pequeno, John Cley era o único encarregado na armação. O Joinville nos primeiros minutos pressionou a desesperada e insegura defesa vascaína que foi salva pelo excelente goleiro Martin Silva, de volta após tentativa de queimação do treinador que não tem capacidade de dar solução a esta fase da equipe. Numa das jogadas na pressão inicial, Jomar quase fez gol contra bisonho ao cabecear a bola, na tentativa de jogar pra fora, e ela resvalar no travessão. No restante do jogo ele não comprometeu, até apareceu em jogada de escanteio no segundo tempo para quase marcar um gol, na ausência do titular Luan, depois das sucessivas falhas de Aislan, Jomar é a melhor opção.
Quando o Vasco passou a sair mais, a maioria das transições para o ataque passavam pelos pés do limitado lateral esquerdo Christianno.O meio de campo do time está longe de impor jogador que envolvam os adversários. Se resumiu a Guiñazu com a raça e entrega que lhe são peculiares, Anderson Salles jogando de volante porque Celso Roth cismou, Julio dos Santos mais atrapalhando do que ajudando e John Cley sozinho para armar. Na parte ofensiva o destaque positivo foi para a melhor apresentação de Dagoberto com a camisa do Vasco, se esforçou, correu certo, deu carrindo, deixou defensores para trás na corrida apesar de ter pecado na finalização quando teve oportunidade clara. Podia ter sido ele a dar alegria a tão carente torcida vascaína no momento. Já Herrera não consegue render, pode ter se abatido com aquele gol perdido contra o Palmeiras. Melhor seria ter saído com o Riascos.
O que se viu neste jogo é que o Vasco além da posição na tabela, é que com o futebol que vem jogando será difícil não cair pela terceira vez. Estamos falando de um jogo no Maracanã, em que o público compareceu, 41.581 presentes, tendo o fraco time do Joinville de adversário e sofrendo para criar jogadas e em dados momentos sendo pressionado.
O time pode evoluir com as entradas de Nenê e Jorge Henrique mas uma saída tem que acontecer: a de Celso Roth.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Anfitriões com o título
Não poderia haver lugar melhor para o primeiro título de Copa América para o Chile, senão no Chile. E assim foi, nos pênaltis contra a Argentina de Messi, que fez provavelmente a melhor competição oficial pelos hermanos. Apesar de ter participado muito, só marcou 1 tento e deu 3 assistências. Segue a sina de não ser campeão defendendo sua nação.
A equipe do Chile fez por merecer chegar na final, apesar de alguma polêmicas de arbitragem, parece de fato ser a melhor geração chilena da história.
A reflexão fica por conta do resultado de uma das semi: Argentina 6-1 Paraguai, o mesmo que nos eliminou... Qual poderia ser o tamanho do vexame se o Brasil não parasse nas quartas? Logicamente que o futebol é essa maravilha que surpreende em muitos momentos existem muitos indicadores que se tenha livrado de outro vexame histórico e contra o maior rival.
As outras nações envolvidas colocaram vontade nos jogos, fizeram seus papéis com seus devidos pesos e limitações enquanto a seleção brasileira deixou uma imagem, outra vez, ultrapassada,de desorganização e até descompromisso, time sem alma.
É preciso para ontem a revisão dos conceitos.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Alerta mais do que vermelho
Mais um fiasco numa competição oficial e a seleção brasileira se vê cada vez mais mergulhada em um problema que não vem de hoje: falta de identidade.
Neymar salvou no primeiro jogo, foi expulso no segundo, depois do término da partida que o Brasil perdeu, e o discurso de comissão técnica e jogadores era de que seria necessário deixar de lado o desfalque do craque para seguir em frente. Pensamento coerente, a questão é que mesmo com ele em campo o time não conseguia se apresentar bem. Inseguro, sem garra, sem jogadas diferentes, sem troca de passes que confunda os adversários, cada vez mais espertos é verdade, mas quanto a evolução dos outros: problema do Brasil que está estagnado contando mais com o que aconteceu no passado do que mantendo a tradição com a bola rolando.
Jogadores apáticos, que não se comunicam, não chamam responsabilidade pra si, nem cobram dos outros. Treinador que não aparenta ter muitos coelhos para tirar da cartola e pelo contrário, comete erros óbvios como tirar Robinho minutos antes da disputa de pênaltis, jogador experiente e um dos poucos que chamou o jogo. Escalar Everton Ribeiro e Douglas Costa para cobrar pênaltis quando tinha como opções jogadores mais experimentados, até para proteger os atletas.
E na entrevista coletiva ainda dizer que "não é desculpa mas vários jogadores tiveram uma virose" versão que entrou em conflitos com a de alguns jogadores. Engraçado isso não ter sido divulgado antes...
Pênalti claro do Thiago Silva, que reclamou do lance. Até aí normal, difícil não haver reclamação quando é marcada penalidade máxima, o que não cola é dizer nas entrevistas após o jogo que não sabe direito o que aconteceu, não sabe se foi ele ou outro jogador que tocou a mão na bola e que ele e outros jogadores questionaram e o árbitro não soube o que dizer e saiu andando... Ainda considero o episódio de ter faltado estrutura emocional, principalmente, na partida contra o Chile na Copa do mundo ano passado, mais humano, mais compreensível do que este "apagão" ou amnésia.
Thiago Silva e David Luiz são grandes zagueiros mas entendo que devem ficar algum tempo afastados da seleção. Rever alguns conceitos, pensar mais na carreira com a amarelinha. Nesse tempo dá-se oportunidade para Marquinhos e continuidade ao bom trabalho que Miranda vem fazendo.
No restante do time vários conceitos também tem de ser revistos porém muitos deles vem de fora do campo. Está na hora do futebol brasileiro como um todo reconhecer que não há mais como continuar da forma que vai, é preciso movimentação para que mude o comando da CBF, que se proteja mais os meninos das divisões de base dos empresários abutres que não estão nem aí para o que acontece dentro das quatro linhas, só querem enriquecer mais e mais.
Chegamos ao ponto de não termos certeza que a classificação nas eliminatórias para a próxima Copa acontecerá mesmo que na repescagem. Se esse pensamento podia se desenhar na cabeça de quem acompanha futebol antes, esta Copa América apenas confirmou a preocupação.
terça-feira, 23 de junho de 2015
Globalização e safra ruim
No grupo A, a surpresa foi a classificação da Bolívia que tomou de 5 do Chile na terceira rodada mas empatou com o México e venceu por 3-2 o Equador que era o provável a pegar a segunda vaga do grupo pois o México não esteve com seus principais jogadores, não se classificou nem como terceiro colocado.
Grupo B teve a confirmação do favoritismo da Argentina além de Paraguai, que ficou em segundo porque arrancou empate com a Argentina na primeira rodada. Ambos não perderam na primeira fase. Uruguai se classificou como um dos dois melhores 3° e a Jamaica, país convidada pela primeira vez para a competição, perdeu as três partidas por 1-0 e seu treinador, o alemão Winfried Schäfer, deu declaração de que sai orgulhoso de sua equipe e ignorou o Brasil ao dizer quais seleções considera favoritas.
No Grupo C, o Brasil a duras penas conseguiu se classificar num grupo com Peru e Venezuela. Com exceção da segurança e regularidade de Miranda: muitas falhas defensivas, futebol burocrático, insegurança de alguns jogadores que por algum motivo não conseguem deslanchar com a camisa da seleção brasileira, pouca troca de passes envolvente e poucos dribles, poucas jogadas de efeito que tanto caracterizaram o nosso futebol ao longo da história e a triste Neymar dependência que só faz mal ao time, pois assistindo aos jogos fica nítido que a estratégia é “bola no Neymar” e vejamos se ele garante a vitória ou além disso os aplausos e admiração da torcida. Foi preciso virar a partida contra o organizado porém frágil Peru e Neymar fez 1 e deu outro gol. Contra a Colômbia, o craque não rendeu o esperado e o restante do time esteve mal. Firmino jogando como falso 9 perdeu gol sem goleiro. Não bastasse o resultado adverso em 1-0, ao final do jogo Neymar se envolveu em confusão e foi expulso. Com o desfalque do cara que tem feito a diferença, Dunga optou por Robinho, que conseguiu dar um toque de técnica e experiência ao time que tocou a bola com mais propriedade na primeira etapa contra a Venezuela. Aos 8 Thiago Silva fez após cobrança de escanteio. Brasil controlava o jogo muito se aproveitando da Venezuela sendo Venezuela, time fraco que tem no veterano Arango uma saída para jogada mais lúcida e um centro avante que conta mais com bola aérea do que qualquer outra coisa. Até fez bom jogo na estreia ao vencer a Colômbia mas foi só. E ainda assim o Brasil teve dificuldades em segurar a vitória, Firmino fez o segundo e então o time travou e conseguiu levar sufoco. Dunga colocou os zagueiros David Luiz e Marquinhos no lugar de jogadores da frente e viu o time levar um gol de rabote numa falta, com quatro zagueiros de origem em campo, tudo bem que não estavam todos nesta função mas é algo que a seleção não deveria se dar ao luxo de deixar acontecer…
Colômbia se classificou como segundo melhor 3°.
Colômbia se classificou como segundo melhor 3°.
Ficou evidente o momento ruim do futebol brasileiro, adversários que em outros tempos costumávamos passar sem tomar conhecimento, hoje jogam “de igual pra igual” e que se antes partiam para a catimba, típica do sulamericano, para desestruturar emocionalmente, hoje o fazem como forma de afronta, como forma de passar a mensagem “o futebol está globalizado, vocês não são mais poderosos como antes, sabemos que é bem possível ganhar de vocês”. Não que antes o Brasil fosse imbatível, nenhum time foi nem jamais será mas as coisas eram bem diferentes no quesito técnico.
É preciso que os volantes possam avançar, Elias tem enorme potencial quando apoia, aparece muito bem de elemento surpresa. Philippe Coutinho e Willian precisam entrar mais no espírito de competição com a seleção, são caras que podem aliviar um pouco o peso nas costas do Neymar. A safra de jogadores não é das melhores em se tratando de Brasil mas há qualidade e ela não está aparecendo nos jogos.
Confrontos das Quartas:
24/06: Chile x Uruguai (palpite: Uruguai por 2-1)
25/06: Bolívia x Peru (palpite: Peru nos pênaltis)
26/06: Argentina x Colômbia (palpite: Argentina 2-0)
27/06: Brasil x Paraguai (palpite: Brasil 2-1 na prorrogação)segunda-feira, 15 de junho de 2015
Zebras e dependência
A primeira rodada da Copa América foi dureza para a favorita, Argentina, e também para os times mais fortes. O Chile, país sede, sofreu para vencer o Equador e conseguiu os gols muito mais por erros defensivos do que criando as chances.
Uruguai não tem Suárez, suspenso pelo mordida em Chiellini na Copa do Mundo, venceu com placar magro a Jamaica, 1-0.
Argentina, após abrir 2-0 no primeiro tempo, sofreu o empate do aguerrido Paraguai. Permanece a sensação de que Lionel Messi não consegue ajudar sua nação mais do que ao Barcelona.
Colômbia, que tem um belo time e expectativa de sucesso na competição, foi dominada em boa parte do jogo pela Venezuela e saiu derrotada por 1-0. James Rodriguez pouco jogou. Falcao esteve inoperante como no Manchester United.
O Brasil, em seu primeiro jogo oficial depois da fatídica Copa, não conseguiu se impor diante de um limitado Peru. Logo aos 2 minutos, David Luiz pressionado por Guerrero ao invés de despachar a bola recuou para Jefferson que por sua vez também falhou ao tentar tocar a bola dentro da área, Cueva aproveitou e marcou 1-0 Peru. Não fosse Neymar que empatou logo em seguida em cruzamento de Dani Alves e depois, praticamente no último lance do jogo deixou Douglas Costa livre para virar e livrar o time uma estreia sem vitória, a história da partida provavelmente seria outra.
A Neymar dependência parece ter aumentado e é bom que ele por nenhum motivo desfalque a seleção pois fará uma falta irreparável.
Será interessante ver os jogos da segunda rodada...
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Estreia devagar
O primeiro jogo dos anfitriões da Copa América 2015, não empolgou muito. Chile e Equador fizeram um primeiro tempo morno, sem muitas chances e nem mesmo os torcedores presentes no Nacional de Santiago, dentre eles a presidenta Michelle Bachelet , se inflamaram.
O primeiro gol do Chile saiu aos 21 do segundo tempo, com Arturo Vidal de pênalti, graças a bobeira de Bolãnos que segurou o próprio Vidal em jogada que só era necessário cercar, o atacante estava indo para trás com a bola inclusive. Lance que acontece muito mais do que deveria no futebol...
Isso mudou a partida, o Equador que havia voltado melhor para o segundo tempo passou a avançar mais para buscar o gol de empate e cedeu mais espaço para o Chile, que não vinha bem mas tem jogadores rápidos para sair no contra ataque.
Aos 36, Enner Valencia cabeceou uma bola no travessão e o jogo se definiu dois minutos depois quando o Chile aproveitou mais um erro do adversário, desta vez Ibarra recuou errado e Alexis Sánchez, com muita rapidez ficou com a bola e passou para Eduardo Vargas fazer 2-0.
Destaque para as demonstrações de habilidade de Sánchez, que por duas vezes quase fez pintura de gol ao driblar vários equatorianos em velocidade.
A equipe do Chile vai precisar mostrar mais e tem potencial para isso. Já o Equador precisa se acertar na defesa mas é inegável que vem evoluindo muito desde a década passada, terá a volta de Antonio Valencia, um dos líderes do time. Tem boa chance de classificar no grupo que tem também Bolívia e México.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Cartolagem que prejudica
Marcelo Oliveira em última coletiva no Cruzeiro
Como de costume no futebol brasileiro, o treinador pagou o pato, mas desta vez o caso foi bem burro, absurdo. Trata-se de Marcelo Oliveira, agora ex-treinador do Cruzeiro, que sofreu desconfiança no começo por ter sido jogador e treinador do maior rival, Atlético-MG. Desconfiança superada com trabalho sério e bem feito em campo. Conseguiu bicampeonato da liga nacional, coisa rara por aqui dado o nivelamento das equipes, desmanche dos elencos e muito também por falta de continuidade no trabalho dos "professores", o que dificulta muito a identificação entre o profissional e o clube de futebol.
Conquistou também campeonato mineiro 2014 e foi finalista da Copa do Brasil 2014.
Com estes números:
169 jogos
105 vitórias
32 empates
32 derrotas
321 gols marcados e 147 sofridos
Bom destacar a boa relação que sempre transpareceu ter com seus comandados e a coerência e cordialidade dele nas entrevistas.
Será mesmo Marcelo o culpado pela eliminação da Libertadores e também o fraco início no Brasileirão? Ou a diretoria não percebeu que depois de perder peças como Everton Ribeiro e Ricardo Goulart e Lucas Silva que tinham entrosamento e faziam a diferença no esquema de jogo já armado, e a falta de reposição de jogadores do mesmo nível faz com que o trabalho tenha que ser recomeçado. Levaria tempo para encaixar novos esquemas com o cenário atual.
Vejamos quem chegou para a temporada, sejam comprados, por empréstimo ou retornando de empréstimo: Henrique, Leandro Damião, Gabriel Xavier, Arrascaeta, Fabiano, Gilson, Rodrigo Souza, Seymour, Joel, Mena, Pará(Bahia), Willians, Riascos, Douglas Grolli, Fabricio e Rony.
Leandro Damião não jogou bem pelo Santos, Henrique é centroavante comum, Paulo André não vingou e inclusive falhou em jogos importantes, Riascos já foi emprestado ao Vasco, Gilson para a Ponte e Rodrigo Souza para Penapolense.
Dentre as chegadas os destaques são Arrascaeta, 21 anos e bastante potencial, e Gabriel Xavier que entrou bem em algumas partidas.
E desse modo a diretoria do Cruzeiro entendeu que o melhor seria demitir o competente treinador...
Triste atraso no nosso futebol.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
A lenda está de saída
O meia já assinou contrato com o Los Angeles Galaxy
Steven George Gerrard ou simplesmente Gerrard, craque de bola, exemplo de atleta, uma história de amor e lealdade com o Liverpool Football Club que durou de 1998 a 2015 sem contar os anos na academia de juniores. Capitão do time desde 2003.
Faltou título da Premier League, sim, mas certamente os admiradores de futebol e principalemte a fanática torcida dos Reds jamais esquecerão a final épica da UEFA Champions League na temporada 2004/2005, quando ele comandou um empate em 3x3 depois de sair perdendo por 3x0 para o Milan em Instambul, a partida dramática foi decidida nos pênaltis e o Liverpool, após o goleiro polonês Dudek defender as cobranças de Pirlo e Shevchenko, sagrou-se campeão do mais forte campeonato inter clubes do planeta num dos maiores exemplos de perseverança e superação da história do futebol.
Jogador com grande visão de jogo, excelente aproveitamento nos passes, líder em campo, exímio cobrador de falta, escanteio, pênalti - marcou 47 e perdeu apenas 10 - chegou a converter 12 consecutivos, entre fevereiro de 2013 e março de 2014.
Pela seleção inglesa sub-21 foi convocado 4 vezes e marcou 1 gol entre 1999 - 2000 e na principal foram 114 aparições e 21 gols.
Ao longo da carreira recebeu sondagens de clubes como Manchester United, antes e depois de se tornar profissional, Real Madri algumas vezes, Chelsea de Mourinho 3 vezes, Bayern de Munique, Internazionale de Milão entre outros porém nenhuma delas se concretizou e ele permaneceu para dedicar a carreira por completo ao Liverpool e em alguns momentos a razão foi para não ver o seu clube de coração mais temporadas longe da Champions League.
Na última partida em Anfield Old, de nada importou a derreta por 3-1 para o Crystal Palace. Após o término do jogo os jogadores voltaram todos vestidos com uma camisa de Gerrard para celebrar uma série de homenagem ao capitão e grande ídolo que estava de partida aos 34 anos. Com uma de suas filhas no colo, disse que o momento mais marcante de sua carreira no clube foi o jogo de estreia contra o Blackburn, 29 de novembro de 1998 quando entrou nos acréscimos. Nunca pareceu ser um cara emotivo mas em dado momento de seu discurso disse que seria melhor parar antes de começar a chorar.
Incrível, de arrepiar, momento história desta lenda do Liverpool e do futebol britânico.
Na derradeira partida com a camisa do Liverpool, no Britannia Stadium do Stoke City, o time foi atropelado por 6-1 mas ao menos o gol de honra foi marcado pelo próprio Gerrad ao receber passe de Lambert.
Jogos pela Premier League: 504 (120 gols)
Total de jogos: 710 (186 gols)
Aos fãs fica a esperança de vê-lo novamente com a camisa do Liverpool, quer seja por empréstimo ou em definitivo para que ele encerre a carreira.
Títulos:
- FA Cup: 2001, 2006
- Copa da Liga Inglesa: 2001, 2003, 2012
- FA Community Shield: 2006
- Liga dos Campeões da Europa: 2005
- Copa da UEFA: 2001
- Super Copa da UEFA: 2001, 2005
Além de ter sido eleito o terceiro melhor jogador do Mundo em 2005 e o melhor jogador do futebol europeu temporada 2004/2005
sábado, 16 de maio de 2015
Galo cai de pé e Inter está nas quartas
Depois de um 2x2 em Minas Gerais em bom jogo, Atlético-MG e Inter fizeram jogo de volta no Beira-Rio. Valdívia (genérico) abriu o placar com um golaço por cobertura, aos 21min. Ainda no primeiro tempo, aos 45, após jogadores do Colorado acreditarem na jogada a bola ficou com D'Alessandro que acertou belíssimo chute, no ângulo, sem chances para Vitor. 2x0.
O time do Galo, como característica, lutava com bravura mas não conseguia criar oportunidades claras a não ser por 1 gol bem anulado pois Leonardo Silva empurrou o defensor do Inter.
Lucas Pratto, que está em ótima fase, pôs fogo na partida ao descontar aos 13min do segundo tempo. Faltava um para o Atlético levar o jogo para os pênaltis mas apesar de pressionar durante parte do segundo tempo, o máximo que conseguiu foi uma bola no travessão de Luan, livre dentro da área.
Ainda pra sacramentar a classificação da equipe gaúcha, após lançamento de Valdívia (genérico), Dátolo ao tentar recuar a bola, deu de presente para Lisandro López marcar o terceiro aos 35min.
3x1 Inter e vaga garantida nas quartas da Libertadores contra o Independiente Santa Fé da Colômbia.
Após o término da partida, os refletores foram apagados e a torcida do Inter fez uma linda festa com luzes, coisa que eles prometem fazer virar tradição no estádio.
A pergunta que fica é mesmo exista a palavra "genérico" as vezes que aparece Valdívia nesse texto será mesmo que ele o é? E o do Palmeiras o "original"??
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Brasileirão 2015
A primeira rodada do Brasileiro 2015 não disse muita coisa pois além de haver bastante equilíbrio no nível das equipes, algumas delas jogaram com times reservas ou mistos por conta de seus compromissos na fase de mata-mata da Libertadores, casos de São Paulo, Internacional, Atlético-MG, Cruzeiro e Corinthians. Aquele que for eliminado vai entrar com foco total na competição e na teoria sai na frente dos rivais, que tem elencos mais fortes, e ainda continuarão utilizando suplentes para as partidas do Brasileiro.
A julgar pelo plantel e o que vem apresentando em campo além de ter um treinador inovador, mesmo tendo perdido nesta primeira rodada por 3x0 para o Atlético-PR, aponto o Internacional como favorito, com Corinthians, Palmeiras e Cruzeiro brigando na parte de cima.
A rodada teve uma média de gols de 2,8 e ficou atrás somente das temporadas de 2003 que teve 24 clubes (2,92) e de 2007 (3,90).
Destaque para a Ponte Preta que conseguiu um empate fora de casa com o Grêmio em jogo de 6 gols e para Diego Souza que marcou 2 de pênalti e um deles numa bela cavadinha.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Fim de jejum
Após longo período de jejum de título estadual (12 anos Carioca e 11 anos Taça Rio) o Vasco se sagrou campeão Carioca de 2015 após duas vitórias no maracanã.
O garoto Rafael Silva, que já havia trabalhado com Doriva, teve estrela nas finais, além de ter feito o gol da vitória no primeiro jogo, foi ele quem fez o primeiro num belo chute, demonstrando calma e técnica. Rafael é de origem atacante mas foi escalado no meio e fez bom papel segurando a bola e driblando bem. Bom dar chance de jogo a ele no Brasileirão.
O título é o segundo estadual seguido para o técnico Doriva, o interessante é que ele, em sua recente carreira, disputou exatamente 2. O de 2014 foi conquistado com o Ituano, no campeonato estadual mais forte do país, o Paulista. Entre Ituano e Vasco ele treinou o Atlético Paranaense no início do Brasileiro 2014 e depois de apenas 8 jogos - 3 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, foi demitido. Treinador promissor, que faz o time jogar para frente mesmo quando está vencendo ou beneficiado por empate, algo que falta no futebol brasileiro de hoje. É uma das esperanças de renovação de filosofia de jogo entre os "professores" no país.
O Vasco não tem um meia que faça a diferença e desequilibre mas pode incomodar muitos adversários nas competições nacionais.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Aguardar as oitavas
O São Paulo sabendo que tinha de fazer este jogo valer a
classificação para as oitavas, principalmente após a eliminação no Paulistão,
começou se impondo e depois da expulsão de Emerson Sheik ainda no início,
passou a dominar. Expulsão justa e digna de elogio à arbitragem no geral pois a
princípio o árbitro Sandro Meira Ricci não viu o chute que Sheik acertou em
Rafael Tolói, não viu porque foi fora da jogada e por isso a expulsão foi
correta.
O primeiro gol saiu após a bola ser
rebatida na área e sobrar para Luis Fabiano colocar nas redes. Corinthians não
se encontrava e não foi nem sombra do time que vinha sendo tanto na
Libertadores quanto no Paulista, os passes não saíam, que dirá as tabelas
envolventes. Paolo Guerrero faz muita falta e após a expulsão de Sheik, Vagner
Love esteve inoperante ataque, bem verdade que a bola não chegou... O segundo
gol foi de Michel Bastos em chute de fora da área.
Para a segunda etapa, Tite voltou com o
colombiano Mendoza no lugar de Vagner Love. Logo no início Mendoza se
desentendeu com Luis Fabiano e tentou dar uma braçada, depois a bola já ter
saído em lateral, não chegou a acertar mas o atacante tricolor se jogou ao
chão. O árbitro então deu o segundo amarelo para Luis Fabiano, por simulação, e
vermelho direto para o colombiano.
Com 9 em campo e perdendo por 2-0, parecia
inevitável que a invencibilidade corintiana em jogos oficiais no ano fosse
batida e foi o que aconteceu, o jogo passou a ficar violento com algumas
entradas duras e provocações. Futebol mesmo não teve muito, valeu pela garra e
emoção, que estavam faltando, dos jogadores são paulinos. Valeu também por
Rogério Ceni se manter vivo na competição mais importante da América do Sul no
que é sua última temporada.
Se o Corinthians entrou em crise porque foi
eliminado do Paulista pelo maior rival perdeu na Libertadores para outro grande
rival local em apenas 4 dias? Não acredito, assim como seu técnico disse na
coletiva após a partida, ainda é um time em formação sob seu
comando.
Parte dos elogios para as atuações do
Corinthians neste início de temporada foi exagerada. É preciso aguardar como
serão as oitavas de final, onde o São Paulo enfrenta o Cruzeiro enquanto o
Corinthians pega o Guaraní-PAR, e os primeiros jogos do Brasileirão já que
estas equipes não farão a final do campeonato Paulista.
sábado, 4 de abril de 2015
Descontrole desnecessário
Totalmente desproporcional a explosão de Fabrício, lateral-esquerdo do Inter, que já possuía um histórico de problemas disciplinares e desta vez ficou pior pois chegou a fazer gestos obscenos para a própria torcida colorada, depois de não gostar de vaias que recebeu de torcedores que estavam próximos a jogada, o atleta, que estava com a bola, deixou-a de lado e foi tomar tal atitude. Expulso pelo árbitro pelos gestos, expulsão que inclusive foi aplaudida pela torcida do Inter, Fabrício ainda tirou a camisa do clube e atirou no chão. Alguns companheiros tentaram lhe orientar mas sem sucesso. Antes de entrar no vestiário fez mais gestos obscenos e insinuou que estaria de saída.
Em quatro anos no clube, Fabrício já recebeu 8 cartões vermelhos e se envolveu em algumas confusões:
2012: discussão com o técnico Dorival Júnior, que havia contestado seu posicionamento e ao ser substituído.
2013: testemunhas disseram que no vestiário do Inter no Serra Dourada, uma confusão deu início do desentendimento entre ele e Rafael Moura.
2014: trocou safanões com Diogo do Juventude em partida pelo Gauchão. Ambos foram expulsos. Dias antes ele havia dito que tentaria se controlar. Discutiu com Williams num trino e os dois quase chegaram a vias de fato. Se desentendeu com o árbitro Héber Roberto Lopes, após ser expulso. Ainda em 2014 discutiu fortemente com Bruno César do Palmeiras e ficou completamente fora de controle querendo brigar. Posteriormente tentou invadir o vestiário alviverde, sendo contido pelos companheiros.
Na segunda-feira a direção do Internacional vai tomar uma decisão em relação ao lateral.
Fabrício precisa por a cabeça no lugar e, apenas, jogar futebol. Esta atitude é inadmissível e o deixa sem ambiente nenhum para permanecer no clube. Melhor caminho seria a negociação permanente do jogador ou no mínimo um empréstimo.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
clássico paulista na Libertadores
O que mais impressiona é a diferença entre o time do Corinthians de 2015, sob o comando de Tite, para o time de 2014 de Mano Menezes. Com, praticamente, as mesmas peças no elenco o time vem jogando neste início de temporada de forma organizada, leve, solta, fazendo tabelas e infiltrações perigosas e foi através de uma que aos 11 do primeiro tempo, Elias abriu o placar do jogo contra o São Paulo, válido pela primeira rodada da fase de grupos da Libertadores.
A equipe tricolor esteve apática e pouco criou. Confusa na defesa, sem conseguir sair com a bola de trás foi completamente dominada pelo adversário.
O segundo gol, de Jadson, saiu depois de uma bela arrancada do Emerson Sheik, arrancada essa que não deveria ter acontecido pois o atacante empurrou, claramente, o lateral são paulino Bruno para roubar a bola. Mais um erro capital da arbitragem brasileira... normal, já é mais do que rotina, desta vez foi Ricardo Marques Ribeiro. Jogadores do São Paulo o cercaram para reclamar asperamente e Ganso ao final da partida fez duras críticas à arbitragem, falando inclusive de roubo e que o juiz tinha que sair do estádio no camburão. De qualquer modo, assim como não se viu uma arbitragem que não comprometesse o resultado da partida, o futebol de Ganso também não foi visto.
Ao São Paulo ainda há tempo para melhorar na competição e ao Corinthians além de se destacar a excelente condição física dos atletas, se continuar com esta evolução tática e técnica nas mãos de Tite, é um time que vai brigar por títulos nesta temporada.
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