quinta-feira, 23 de abril de 2015

Aguardar as oitavas






O São Paulo sabendo que tinha de fazer este jogo valer a classificação para as oitavas, principalmente após a eliminação no Paulistão, começou se impondo e depois da expulsão de Emerson Sheik ainda no início, passou a dominar. Expulsão justa e digna de elogio à arbitragem no geral pois a princípio o árbitro Sandro Meira Ricci não viu o chute que Sheik acertou em Rafael Tolói, não viu porque foi fora da jogada e por isso a expulsão foi correta.  

O primeiro gol saiu após a bola ser rebatida na área e sobrar para Luis Fabiano colocar nas redes. Corinthians não se encontrava e não foi nem sombra do time que vinha sendo tanto na Libertadores quanto no Paulista, os passes não saíam, que dirá as tabelas envolventes. Paolo Guerrero faz muita falta e após a expulsão de Sheik, Vagner Love esteve inoperante ataque, bem verdade que a bola não chegou... O segundo gol foi de Michel Bastos em chute de fora da área. 

Para a segunda etapa, Tite voltou com o colombiano Mendoza no lugar de Vagner Love. Logo no início Mendoza se desentendeu com Luis Fabiano e tentou dar uma braçada, depois a bola já ter saído em lateral, não chegou a acertar mas o atacante tricolor se jogou ao chão. O árbitro então deu o segundo amarelo para Luis Fabiano, por simulação, e vermelho direto para o colombiano.

Com 9 em campo e perdendo por 2-0, parecia inevitável que a invencibilidade corintiana em jogos oficiais no ano fosse batida e foi o que aconteceu, o jogo passou a ficar violento com algumas entradas duras e provocações. Futebol mesmo não teve muito, valeu pela garra e emoção, que estavam faltando, dos jogadores são paulinos. Valeu também por Rogério Ceni se manter vivo na competição mais importante da América do Sul no que é sua última temporada.

Se o Corinthians entrou em crise porque foi eliminado do Paulista pelo maior rival perdeu na Libertadores para outro grande rival local em apenas 4 dias? Não acredito, assim como seu técnico disse na coletiva após  a partida, ainda é um time em formação sob seu comando. 



Parte dos elogios para as atuações do Corinthians neste início de temporada foi exagerada. É preciso aguardar como serão as oitavas de final, onde o São Paulo enfrenta o Cruzeiro enquanto o Corinthians pega o Guaraní-PAR, e os primeiros jogos do Brasileirão já que estas equipes não farão a final do campeonato Paulista.

sábado, 4 de abril de 2015

Descontrole desnecessário





Totalmente desproporcional a explosão de Fabrício, lateral-esquerdo do Inter, que já possuía um histórico de problemas disciplinares e desta vez ficou pior pois chegou a fazer gestos obscenos para a própria torcida colorada, depois de não gostar de vaias que recebeu de torcedores que estavam próximos a jogada, o atleta, que estava com a bola, deixou-a de lado e foi tomar tal atitude. Expulso pelo árbitro pelos gestos, expulsão que inclusive foi aplaudida pela torcida do Inter, Fabrício ainda tirou a camisa do clube e atirou no chão. Alguns companheiros tentaram lhe orientar mas sem sucesso. Antes de entrar no vestiário fez mais gestos obscenos e insinuou que estaria de saída.

Em quatro anos no clube, Fabrício já recebeu 8 cartões vermelhos e se envolveu em algumas confusões:

2012: discussão com o técnico Dorival Júnior, que havia contestado seu posicionamento e ao ser substituído.

2013: testemunhas disseram que no vestiário do Inter no Serra Dourada, uma confusão deu início do desentendimento entre ele e Rafael Moura.

2014: trocou safanões com Diogo do Juventude em partida pelo Gauchão. Ambos foram expulsos. Dias antes ele havia dito que tentaria se controlar. Discutiu com Williams num trino e os dois quase chegaram a vias de fato. Se desentendeu com o árbitro Héber Roberto Lopes, após ser expulso. Ainda em 2014 discutiu fortemente com Bruno César do Palmeiras e ficou completamente fora de controle querendo brigar. Posteriormente tentou invadir o vestiário alviverde, sendo contido pelos companheiros.

Na segunda-feira a direção do Internacional vai tomar uma decisão em relação ao lateral.

Fabrício precisa por a cabeça no lugar e, apenas, jogar futebol. Esta atitude é inadmissível e o deixa sem ambiente nenhum para permanecer no clube. Melhor caminho seria a negociação permanente do jogador ou no mínimo um empréstimo.