sábado, 30 de janeiro de 2021

Final brasileira da Libertadores 2020

 

Na temporada mais atípica em um espaço longo de décadas, dois clubes brasileiros chegam na final da Libertadores da América. Palmeiras x Santos. E apenas pela segunda vez a final é decidida em um jogo em campo neutro. Campo que esta edição é o Maracanã.

Curiosa e coincidentemente, ambos vem de três partidas sem vencer, mesmo que tenham também jogado com reservas - Santos três derrotas e Palmeiras duas derrotas e um empate. Muito pela nivelamento de um campeonato que teve jogos com menores espaços para descansos e treinos, e por isto esses times, por estarem em mais de uma competição, caso do Palmeiras são três porque também está na final da Copa do Brasil, vem com mais desgaste no fim de temporada. De qualquer forma, quando sabemos que dois times de um mesmo país chega na final do mais importante torneio do continente, imaginamos que no campeonato nacional estão fortes. Não é necessariamente o caso destes dois. 

O Palmeiras há algumas temporadas tem um dos melhores elencos da primeira divisão e vem, além de ser campeão em 2016 e 2018, figurando entre os melhores, porém tem um futebol que não me agrada de assistir na maioria dos jogos. É burocrático, vence jogos pela pura superioridade para alguns adversários. No começo do campeonato, com Luxemburgo, não deslanchou no BR apesar de ir bem na Libertadores, o time parecia não assimilar ou até mesmo não querer suas ideias. Ao sair e com a chegada do novo na função, Abel Ferreira, o time melhorou e ainda há chance de vencer também o Brasileirão. Tem uma defesa forte e aposta no faro de gol de Luiz Adriano.

O Santos, que no começo da temporada não era visto como postulante a final de Libertadores, é o time que mais vejo o trabalho de treinador enquanto joga. Cuca está fazendo um excelente trabalho mesmo com o desafio de o time não poder fazer contratações e ter que lançar vários garotos da base. Para sua sorte não é qualquer base, é uma das que mais revelam bons valores e com o acerta tático o time evoluiu muito e tem variações diversas dentro dos jogos. É capaz de jogar com um a menos sem sentir tanto, para citar um exemplo. E tem Marinho, do mini míssil certeiro, que já se destaca há alguns anos, mas faz seu melhor campeonato e leva perigo de muitas formas: pela rapidez, pela habilidade, nas assistências, nas bolas paradas (diretas ou escanteios), ela está fazendo tudo no ataque do Peixe. Mas não se pode esquecer do futebol dos jovens que vem correspondendo e ajudaram a levar o clube a esta final.

Discordo da final ser em um jogo apenas, pois a tradição de jogo e das torcidas sul-americanas, com diversas 'panelas de pressão' é interessante com os dois jogos. Não é algo que devia ser copiada da Europa.

Com o calor do Rio de Janeiro, 17h é como se fosse 14h em outros lugares e isso deve dar uma prejudicada no primeiro tempo. Na etapa final, é mais provável que tenhamos um bom jogo digno de final. No elemento vontade, vejo o Santos na frente.