Vinicius Junior além de ser, hoje, um dos melhores atacantes do futebol, não se intimida, vai contra o racismo que sofre. Muito novo e já prestou importante papel ao esporte.
Diante do insulto proferido contra seu funcionário, por ser negro, vindo de um 'segurança' no estádio onde ocorreu um amistoso da seleção brasileira na Espanha, justamente para combater o racismo, vem à tona o que deveria ser debate: Dentre tantos estrangeiros que jogaram/jogam na Espanha, muitos se não são negros, ao menos não são caucasianos. No caso de brasileiros, me vem à cabeça dezenas desde os anos 1990. Se são tão racistas e xenófobos, porque contrataram alguns do mais habilidosos que pisaram em solo espanhol?!
Para falar do selecionado para jogos internacionais: Marcos Senna passou 11 anos no mesmo clube, se naturalizou espanhol, jogou Copa do Mundo e foi campeão da Euro 2008. Marcos Senna é negro. Que sentido isso pode fazer? Não tinha um branco para jogar no lugar dele?
Para ficar com o Valencia - que foi o jogo derradeiro em que Vini denunciou e nada foi feito - para ficar com um exemplo da década passada, Miguel foi lateral direito português que passou mais de cinco temporadas no clube. Miguel é negro. Houve nesse tempo alguma injúria racial ou simplesmente por jogar no time, era poupado? No atual elenco há dois jogadores de Guiné e um americano negro. Nos jogos em casa, são vaiados e xingados por serem negros?! O racismo somente vale para adversários, e que se destacam, como o caso de Vini Jr?! Se for um jogador comum, não interessa a cor da pele?! Como funciona o racismo seletivo?! Por que alguns clubes não ficam somente com quem é espanhol?! No Athletic Bilbao, por questão cultural, somente joga quem é nascido no país Basco, e é um dos três clubes espanhóis nunca rebaixados de divisão. No clube que jogasse apenas espanhóis de todo território, teria mais opções, por que não tentam?
Por fim, se alguém que trabalha em estádio, naquele contexto de combate ao que vinha ocorrendo, se sente seguro para dizer que sua arma contra um negro é uma banana, o racismo não tem limite.