domingo, 9 de agosto de 2015

Mais um calvário



Maracanã cheio, dia bonito, dias dos pais mas o que não foi tão bonito novamente foi o futebol do Vasco da Gama. 0x0 sofrível.

Mal escalado por um treinador que tem estilo de armar equipes defensivas e com pensamento pequeno, John Cley era o único encarregado na armação. O Joinville nos primeiros minutos pressionou a desesperada e insegura defesa vascaína que foi salva pelo excelente goleiro Martin Silva, de volta após tentativa de queimação do treinador que não tem capacidade de dar solução a esta fase da equipe. Numa das jogadas na pressão inicial, Jomar quase fez gol contra bisonho ao cabecear a bola, na tentativa de jogar pra fora, e ela resvalar no travessão. No restante do jogo ele não comprometeu, até apareceu em jogada de escanteio no segundo tempo para quase marcar um gol, na ausência do titular Luan, depois das sucessivas falhas de Aislan, Jomar é a melhor opção.

 Quando o Vasco passou a sair mais, a maioria das transições para o ataque passavam pelos pés do limitado lateral esquerdo Christianno.O meio de campo do time está longe de impor jogador que envolvam os adversários. Se resumiu a Guiñazu com a raça e entrega que lhe são peculiares, Anderson Salles jogando de volante porque Celso Roth cismou, Julio dos Santos  mais atrapalhando do que ajudando e John Cley sozinho para armar. Na parte ofensiva o destaque positivo foi para a melhor apresentação de Dagoberto com a camisa do Vasco, se esforçou, correu certo, deu carrindo, deixou defensores para trás na corrida apesar de ter pecado na finalização quando teve oportunidade clara. Podia ter sido ele a dar alegria a tão carente torcida vascaína no momento. Já Herrera não consegue render, pode ter se abatido com aquele gol perdido contra o Palmeiras. Melhor seria ter saído com o Riascos.

O que se viu neste jogo é que o Vasco além da posição na tabela, é que com o futebol que vem jogando será difícil não cair pela terceira vez. Estamos falando de um jogo no Maracanã, em que o público compareceu, 41.581 presentes, tendo o fraco time do Joinville de adversário e sofrendo para criar jogadas e em dados momentos sendo pressionado.

O time pode evoluir com as entradas de Nenê e Jorge Henrique mas uma saída tem que acontecer: a de Celso Roth.