segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Soberania Celeste
Fechado o primeiro turno do Brasileirão e temos o Cruzeiro com 7 pontos de vantagem para o segundo colocado, São Paulo - 43 a 36 - tendo perdido somente 2 partidas, prova de uma soberania que dura desde o ano passado e dura porque a base do time, assim como o treinador, foram mantidos.
Se aproveitando de uma melhora no mercado do futebol brasileiro, onde vemos atletas saindo menos enquanto outros que já fizeram, inclusive, um nome até na Europa voltam ainda novos, com muita lenha pra queimar - ou nem sempre - o Cruzeiro dispõe de um ótimo elenco de maneira que nesta última rodada desfalcado de 2 dos principais jogadores, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro que estão servindo a seleção em amistosos, empatou no Maracanã em 3 x 3 com o Fluminense, um dos poucos que chegaram a empolgar neste primeiro turno.
O time muito bem treinado vem tentando fazer diferente no campeonato em que muitos tem como estratégia dar o melhor dentro de casa para jogar na retranca fora e tentar vitórias magras, e muitas vezes se contentando com o empate. Parece que o Marcelo Oliveira percebeu que um meio de sucesso no futebol de hoje é fazer com que os volantes saibam não só marcar e dar passe de lado ou pra trás, mas também tabelar, armar, dar opção e cada vez mais chegar para surpreender na área do adversário. Isto pode parecer fácil com os jogadores que ele tem na mão e também com relação aos outros times que estão no páreo, mas exige muito estudo, treinamento, trabalho. Facilita também o patamar que o elenco do Cruzeiro atingiu, a ponto de ter no banco: Manoel, Julio Baptista, Marlone, Dagoberto, Borges, Willian...
A continuar assim, dificilmente algum time conseguirá se aproximar e o clube ficará a um passo de igualar o tri do São Paulo na era dos pontos corridos: 2006, 2007 e 2008.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Justiça mirando no errado
Torcedora flagrada ofendendo o goleiro Aranha
Punir o Grêmio com a eliminação da Copa do Brasil é punir também os gremistas que não são racistas pois mesmo que o jogo tenha sido em Porto Alegre e o placar foi adverso em 0 x 2, o equilíbrio entre as equipes faz com que seja normal uma classificação jogando contra o Santos em SP. Placares muito mais elásticos já foram revertidos nos jogos de volta em competição de mata-mata.
Se fosse no Brasileirão, certamente o Grêmio não seria excluído do campeonato, é necessário criar medidas para punir este tipo de "torcedor" ao invés do clube.
Fica sim, o exemplo de uma punição severa mas esta deveria ser com cadeia para quem comete tais atos. Na verdade quem faz isso, faz em qualquer lugar, ou pelo menos pensa, é uma visão de mundo que está enraizada na pessoa.
O futebol podia ser pioneiro para fixar a ideia de que se cometer racismo dentro ou nos arredores dos estádios, existindo prova, o(a) imbecil vai em cana, e depois que for solto(a), ficará proibido de assistir a qualquer evento esportivo.
Por enquanto quem está perdendo, além do clube, é o torcedor verdadeiramente apaixonado, que não pode ver o time fazer a parte mais importante: competir.
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