segunda-feira, 4 de abril de 2022

Retirada a regra que limitava a troca de treinador no Brasileirão

 

Com tudo o que se fala sobre a dança dos técnicos no futebol brasileiro, em 2021 foi feita um tentativa de diminuir as alterações durante o campeonato. Nada mudou e, este ano, os clubes já pediram para voltar a regra anterior.

As demissões desenfreadas se dão pelo principal motivo de que dirigentes precisam arranjar um culpado para crises, que muitas vezes são exageradas ou criadas, o que é péssimo para o planejamento do que se pretende de um clube.

Darei um exemplo: Fernando Diniz começou o campeonato de 2021 treinando o Santos, depois de fazer uma campanha com o São Paulo disputando o título, de forma improvável, inclusive. É um treinador criticado por muitos, pasmem, por fazer, ou pelo menos tentar, um jogo ofensivo e que preza por posse e toque de bola desde a defesa. Diniz não funcionou no Santos, e dias depois foi anunciado como treinador do Vasco, clube grande com muitas dificuldades na segunda divisão e que já estava no terceiro técnico na temporada, para com o não acesso, ser demitido dois meses depois. Ou seja, em um intervalo de um ano, um treinador que liderou por diversas rodadas a Série A de 2020, treinou outro clube na primeira divisão e demitido foi para um clube na B, que o demitiu pouco depois. 

Dessas questões sai também que os jogos são menos do que poderiam, porque treinadores visam mais se manterem no cargo do que implantar um modo de jogo no qual acredite.

A desorganização no futebol brasileiro é evidente, mas querem que continue.