A ideia de passar de 32 para 48 países não é boa pelo simples fato de que você sai de uma elite técnica por motivos de lucro da FIFA, das companhias aéreas, do país sede (não por acaso nesta primeira um deles são os EUA), com o verniz de que vai desenvolver o esporte.
Apesar de contrário por considerar mais um passo da venda comercial em detrimento da essência, houve surpresas positivas.
Um dito já antigo de "não tem mais bobo no futebol", agora sim acontece quando se vê o Haiti perder para uma seleção europeia - mesmo que tenha se classificado também por ser 48 - por 1-0 com equilíbrio. Quando se vê Cabo Verde empatar com uma das favoritas, mesmo que o 0-0 tenha ficado na conta não só do Vozinha, como do Torres que chutou na trave com goleiro caído.
Com mais espaço para diferentes realidades históricas no esporte, o empate entre a estreante Curação e Equador na segunda rodada da fase de grupo teve efeitos distintos: Equador que já jogou algumas Copas, havia perdido a primeira e tem uma de suas melhores gerações, lamentava, enquanto Curação festejou com a torcida o seu primeiro ponto.
Não dá para negar que se soma a parte que mais me encante no futebol: a essência.
O mesmo com Vozinha que além da proximidade com o Brasil pela língua, se expressou bem em entrevista sobre o tamanho do feito de um arquipélago sem recursos se classificar para a nova fase 16 avos, perder de 3-2 para um time bom e raçudo que é atual campeão mundial e tem Messi.
Continua a discordar que o motivo é desenvolvimento do esporte porque para jogar assim teve um processo que veio de antes de anunciarem que passaria para 48, porém são histórias que eu não veria ou não conheceria se não fosse essa mudança.
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